Nota do Serviço Social em apoio à greve da UERJ

 

 

Todo apoio à luta dos trabalhadores e estudantes da UERJ na luta em defesa da universidade

pública

A Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa de Serviço Social (ABEPSS) e o Conselho Federal

de Serviço Social (CFESS), contando com a adesão das representações de nossa área na CAPES

e no CNPq, vem manifestar, por meio desta nota pública, seu apoio político e solidariedade ao

movimento de resistência de professores, técnico-administrativos, estudantes e residentes,

dentre os quais muitas(os) assistentes sociais e futuros profissionais,da Universidade do Estado

do Rio de Janeiro (UERJ). A comunidade da UERJ está em greve há cerca quatro meses, ainda

sem respostas consistentes a sua pauta de reivindicações.

A UERJ é hoje uma das maiores e mais qualificadas universidades públicas do país, apesar do

descaso com que vem sendo tratada por seguidos governos do Estado, que não valorizam seus

trabalhadores e estudantes, e vêm tornando cada vez mais escassos os recursos de custeio,

num claro sucateamento da universidade e de seu hospital, Pedro Ernesto – HUPE. Esta relação

de indiferença e irresponsabilidade se tornou ainda mais evidente em 2016, quando não

houve qualquer repasse de recursos até o momento para a UERJ.Tal posicionamento

inaceitável levou à demissão de cerca de 500 trabalhadores de empresas terceirizadas, sem o

pagamento de seis meses de salários, o que inviabiliza a operação de elevadores, a limpeza, a

manutenção e a segurança na UERJ, além de configurar uma espécie de novo trabalho escravo.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro decretou estado de calamidade pública financeira, em

função da realização dos Jogos Olímpicos em agosto. Compreendemos que a verdadeira

calamidade está nos equipamentos de saúde e educação de portas fechadas ou funcionando

na mais indigna precariedade. Enquanto isso, o governo distribui recursos para as empresas

por meio de renúncias fiscais, somente este ano, da ordem de 8,7 bilhões, ou seja, cerca de

três vezes mais recursos do que o governo federal vai repassar a partir do decreto. A

população do Rio de Janeiro não merece pagar um preço tão alto pela realização de Jogos

Olímpicos que se tornaram grandes negócios faraônicos. E a UERJ e o Hospital Pedro Ernesto

são importantes patrimônios do Rio de Janeiro e do país a serem aguerridamente defendidos.

A UERJ é muito importante para o Serviço Social brasileiro: possui uma pós graduação que está

entre os sete programas de excelência do país; um curso de graduação de amplamente

reconhecida qualidade; o HUPE, com uma histórica residência em Serviço Social e que também

é campo de estágio para os estudantes da área, que recebem supervisão dos assistentes

sociais ali lotados; e vários profissionais de serviço social que compõem o corpo técnico-

administrativo da UERJ em vários setores. De forma que a denúncia da situação da UERJ e o

apoio a esta greve diz respeito à área de Serviço Social e a todas(os) os lutadores que se

preocupam com a educação e a saúde públicas e demais direitos conquistados. Defender a

UERJ como universidade pública, gratuita, laica e de qualidade – e resistir ao seu

sucateamento que significa a porta aberta para processos de privatização, – passa a ser uma

tarefa também de todo o serviço social brasileiro, donde decorre nosso posicionamento

conjunto e coletivo.

Todo apoio à greve da UERJ! Estamos juntas(os)!

Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa de Serviço Social – ABEPSS

Conselho Federal de Serviço Social – CFESS

Conselho Regional de Serviço Social – CRESS 7ª Região

Profs. Maria Lucia Garcia, Vera Nogueira e Valéria Forti (CAPES)

Profs. Yolanda Guerra e Marina Maciel (CNPq)

 

A Faculdade de Serviço Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro foi fundada em 24 de maio de 1944, criada pelo decreto-lei 6.527 expedido pelo Presidente Getúlio Vargas, como Escola Técnica de Assistência Social Cecy Dodsworth subordinada diretamente à Secretaria de Saúde e Assistência da Prefeitura do Distrito Federal, e mantida por essa Prefeitura. No entanto, em 1948, passou a ser subordinada à Secretaria de Educação e Cultura.
Desde a sua fundação, dirigida pela Assistente Social Maria Esolina Pinheiro, o corpo docente e gestores sempre defenderam a sua necessidade, lutando arduamente para tornar realidade uma escola gratuita de Serviço Social. Nasce, assim, uma escola pública e gratuita de ensino técnico profissional de Serviço Social do Rio de Janeiro, que contava, na época, com poucos cursos de Serviço Social no Brasil. Com isso, em 08 de dezembro de 1949, através do Decreto 442, muda o nome para Instituto de Serviço Social.
Mas foi somente em 20 de setembro de 1958, com o decreto n0 14.046, que se altera a denominação para Faculdade de Serviço Social e a mesma tem seu reconhecimento como unidade de ensino superior, passando a integrar, em 1963, a então Universidade do Estado da Guanabara – UEG, hoje conhecida como Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Houve vários deslocamentos e mudanças físicas, do centro da cidade do Rio de Janeiro para o bairro de São Cristóvão, na Rua Fonseca Telles, até chegar ao Campus Maracanã da antiga UEG. Nesse, do 90 andar, bloco B, dividindo o corredor com o IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas) até instalar-se, definitivamente, no 8º andar, bloco D.

 

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